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Fecundação: os filtros e travas que garantem uma nova vida

Não é sorte, é seleção. Uma aula de embriologia mostra que a natureza tem filtros e travas para garantir que um único espermatozoide, entre milhões, se una ao óvulo — e que essa nova vida comece com o número certo de cromossomos.

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O espermatozoide amadurece no caminho

Ao ser ejaculado, o espermatozoide ainda não consegue fecundar. Só ao atravessar o trato reprodutivo feminino ele passa pela capacitação — mudanças em sua superfície que expõem as moléculas capazes de reconhecer e se ligar ao óvulo. Sem essa etapa, o encontro não acontece.

O trajeto é um filtro de qualidade

O caminho até a tuba uterina seleciona. Parte das células é perdida no fluxo contrário; dobras do colo do útero retêm e descartam espermatozoides com má-formação ou sem movimento; e as células de defesa da mãe removem os inviáveis. Das milhões que partem, apenas alguns milhares chegam perto do óvulo.

A trava que impede dois

Quando o primeiro espermatozoide toca o óvulo, ele dispara a reação zonal: a camada que envolve o óvulo endurece e se fecha para os demais. Não é por acaso — se dois entrassem, o embrião teria cromossomos a mais (69, no ser humano) e não seria viável. Uma trava que protege a nova vida.

O recado: Os núcleos do pai e da mãe se fundem — a singamia — e nasce o zigoto, com o número certo de cromossomos restaurado. E é o espermatozoide que define o sexo: X gera menina, Y gera menino. De uma seleção rigorosa nasce, então, um começo único. Compartilhe e marque quem vai gostar de ver isto.