Vitamina D até os 18 anos — as doses do Documento Científico 181 da SBP e quando não pedir o exame
O Documento Científico número 181 da Sociedade Brasileira de Pediatria estendeu a prevenção da hipovitaminose D por toda a faixa pediátrica, e fixou dose de 600 a 1.200 unidades por dia entre 1 e 18 anos. Ele também diz quando não dosar 25-hidroxivitamina D.
Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narração400 unidades até 1 ano. De 1 a 18 anos, 600 a 1.200 por dia
No Documento Científico número 181, de 25 de novembro de 2024, do Departamento Científico de Endocrinologia da SBP, o Quadro 8 fixa a prevenção com colecalciferol, que é o suplemento de escolha: menores de 1 ano, 400 unidades ao dia; de 1 a 18 anos, 600 a 1.200 unidades ao dia. Em crianças com fatores de risco — dieta estritamente vegetariana, obesidade, hepatopatia ou nefropatia crônica, má absorção intestinal, ou uso de anticonvulsivantes, corticoides, cetoconazol e rifampicina — a faixa sobe para 1.200 a 1.800 unidades ao dia, ajustando conforme a condição. O texto é explícito: a prevenção começa na gestação e continua até os 18 anos.
Não peça 25-hidroxivitamina D para todo mundo. O documento é direto nisso
Duas passagens fecham a questão. Nas conclusões: a suficiência de vitamina D deve ser pesquisada apenas nos grupos de risco, e não se recomenda a triagem universal. E no corpo do documento: na criança saudável em uso preventivo com doses de até 2.000 unidades ao dia, a dosagem rotineira de 25-hidroxivitamina D é desnecessária — só se justifica diante de suspeita de não adesão, e aí entre 8 e 12 semanas após o início. É uma economia de exame que muda a rotina do consultório e conversa com a explosão de solicitações que o próprio documento aponta.
Leite anterior e leite posterior: o conceito mudou, e não é diretriz da SBP
Aqui vale a precisão, porque a fonte é honesta ao dizer que este ponto vem de artigos sobre lactação, e não da SBP. A ideia de que é preciso esvaziar a mama para alcançar o leite posterior, mais gorduroso, está superada: o que libera a gordura é um bom reflexo de ejeção, garantido por pega adequada, bom posicionamento e sucções efetivas — não por tempo mínimo de mamada. Na prática, cai a orientação de "20 minutos em cada seio", e o que se avalia passa a ser a qualidade da mamada. Muda também o que se tranquiliza na puérpera, que costuma chegar convencida de que o problema é o relógio.
O recado: A hidratação precoce da pele desde o período neonatal, para prevenir dermatite atópica em recém-nascido de risco — história familiar, irmão afetado —, foi discutida no último Congresso Brasileiro de Pediatria. Mas a ressalva é da própria autora do vídeo e precisa acompanhar a informação: os estudos ainda não têm relevância estatística que permita afirmar que a hidratação previne a doença. O que se sustenta hoje é mais modesto: em paciente de risco, hidratar cedo com um bom hidantante não oferece risco e pode valer a pena. Registre como conduta de baixo risco e evidência fraca, não como prevenção estabelecida. Conteúdo educativo — indicação, dose e investigação são decisão do pediatra que acompanha a criança. Compartilhe e marque aqui nos comentários quem vai gostar de ver essa informação.
O conteúdo em slides