Erro de medicação na criança: os 3 pontos que a Anvisa aponta e onde notificar
A campanha da Anvisa vai até o fim de outubro. Notificar é gratuito, no VigiMed.
Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narraçãoCampanha sobre erros de medicação
Em 01/10/2026, a Anvisa lançou a "Campanha sobre Erros de Medicação", com o Uppsala Monitoring Centre, centro colaborador da OMS. A campanha vai durante todo o mês de outubro, com materiais novos a cada semana. A Anvisa põe crianças, idosos e gestantes entre os grupos mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência.
57.911 notificações, em todas as idades
De dezembro de 2018 a agosto de 2026, a Anvisa recebeu 57.911 notificações de erro de medicação, ou 16,2% de todas as notificações do período. O dado vale para todas as idades: a notícia da Anvisa não traz o recorte pediátrico. As mais notificadas foram erro de prescrição, com 18,7%, omissão de dose, com 13,5%, e posologia inadequada, com 9,1%. Segundo a OMS, citada pela Anvisa, cerca de 1 em cada 20 pacientes sofre dano evitável relacionado a medicamento.
Os 3 pontos de risco na criança
Administração: a dose líquida não é medida com precisão, ou a criança não recebe a quantidade total. Dispensação: o medicamento para criança muitas vezes exige cálculo preciso por idade, tamanho e peso. Falta de orientação pediátrica: muitos medicamentos não têm orientação específica de dosagem para crianças, o que dificulta chegar à dose correta.
Onde notificar: no VigiMed
VigiMed é o sistema da Anvisa para relatar suspeitas de eventos adversos de medicamentos e vacinas, e é nele que a campanha pede a notificação do erro de medicação. Quem pode: cidadãos e profissionais de saúde; a família também pode notificar. Gratuito: o VigiMed é gratuito; a Anvisa alerta para e-mails falsos com boleto de cobrança em nome do sistema. Foco: segundo a Anvisa, a notificação serve ao aprendizado e à prevenção de danos, não à atribuição de culpa.
Para aprofundar
O que a Anvisa chama de erro de medicação: segundo a página da campanha, é qualquer evento evitável que possa causar ou levar ao uso inadequado de um medicamento, ou causar dano ao paciente, enquanto o medicamento está sob controle de um profissional de saúde, do paciente ou do consumidor. A página cita quatro etapas em que ele pode ocorrer: prescrição, dispensação, administração e armazenamento.
As 5 categorias mais notificadas (Anvisa, 02/10/2026; todas as idades, de dezembro de 2018 a agosto de 2026): erro de prescrição (18,7%), omissão de dose (13,5%), posologia inadequada (9,1%), erros de administração (6,8%) e erro de prescrição interceptado (6,6%). O erro interceptado, que não chegou ao paciente, também aparece entre as notificações.
Estimativas globais (OMS, citadas pela Anvisa): cerca de 1 em cada 20 pacientes (5%) sofre algum dano relacionado a medicamento que poderia ser evitado; estima-se que 50% dos danos causados por medicamentos sejam evitáveis; o impacto global dos erros de medicação é estimado em US$ 42 bilhões por ano.
Os outros blocos da campanha: além de Crianças, a página reúne materiais sobre Gestantes, Idosos, Estágios críticos e Além dos medicamentos, mais vídeos. Ao longo de outubro, segundo a Anvisa, novos materiais serão divulgados semanalmente. Página: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/comunicacao/campanhas/campanha-erros-de-medicacao
VigiMed: sistema da Anvisa para que cidadãos, profissionais de saúde, detentores de registro de medicamentos e patrocinadores de estudos relatem suspeitas de eventos adversos relacionados a medicamentos e vacinas. É gratuito: a Anvisa orienta a não pagar boleto recebido por e-mail em nome do sistema. Página: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/notificacoes/vigimed
O recado: O erro pode ocorrer na prescrição, na dispensação, na administração ou no armazenamento; segundo a Anvisa, notificar contribui para prevenir danos e para o uso seguro de medicamentos. Fontes: Anvisa, notícia de 02/10/2026; página da Campanha sobre Erros de Medicação; e página do VigiMed. Conteúdo informativo para profissionais: não substitui os protocolos institucionais de segurança do paciente nem as orientações da Anvisa.
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