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Esquistossomose no pré-escolar: Anvisa registra o arpraziquantel para crianças de 3 meses a 6 anos

O arpraziquantel, da Fiocruz, foi registrado para crianças de 3 meses a 6 anos, a faixa em que o comprimido de sempre precisa ser partido e triturado.

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Anvisa registra o arpraziquantel para crianças de 3 meses a 6 anos

Em 30/09/2026, a Anvisa aprovou o registro do Farmanguinhos Arpraziquantel, da Fundação Oswaldo Cruz, em comprimido de 150 mg. A indicação é a esquistossomose causada por Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. O ato é a Resolução-RE 3.851/2026, publicada no Diário Oficial da União de 30/09/2026.

O comprimido de sempre não foi feito para o pré-escolar

O tratamento padrão é o praziquantel, em dose única: nas palavras da Farmanguinhos, "adequado para crianças em idade escolar e adultos". Na criança pequena, o comprimido de 600 mg precisa ser partido, triturado e dado com água. O gosto amargo intenso provoca engasgo ou vômito, e o fracionamento pode desviar a dose em até 30%, segundo a documentação do produto enviada à OMS.

A parte ativa do praziquantel, num comprimido de 150 mg

O arpraziquantel é o enantiômero ativo do praziquantel: das duas formas espelhadas da molécula, a que age. Vem em comprimido de 150 mg, que se dispersa em água. A dose é única e calculada pelo peso. Nos estudos de fase 2 e 3, no Quênia e na Costa do Marfim, com a maioria das crianças entre 2 e 6 anos, a taxa de cura ficou acima de 85% contra o S. mansoni.

O que o registro ainda não é

Registro não é oferta no SUS: até 01/10/2026, não localizamos ato do Ministério da Saúde nem data de distribuição. A bula brasileira é que vale: ela ainda não foi localizada. Segundo a documentação internacional, abaixo de 3 meses ou de 5 kg eficácia e segurança não foram estabelecidas, e abaixo de 2 anos os dados de segurança são limitados: 43 crianças nos estudos, 7 com menos de 1 ano. No Brasil, a doença é causada pelo S. mansoni, sobretudo no Nordeste e no Sudeste.

O recado: Fontes: Anvisa e Diário Oficial da União, de 30/09/2026; Farmanguinhos, da Fiocruz; a documentação do produto enviada à OMS; e o Ministério da Saúde. Conteúdo informativo para profissionais e estudantes: não substitui a bula, o protocolo do Ministério da Saúde nem a avaliação clínica individual.