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Vacina HPV a partir dos 2 anos na violência sexual: a dose da criança não substitui a dos 9

O Ministério da Saúde baixou para 2 anos a idade mínima da vacina HPV4, a quadrivalente, para crianças vítimas de violência sexual. E a dose dada nessa idade não substitui a do Calendário.

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Vacina HPV4 para crianças vítimas de violência sexual a partir de 2 anos

A Nota Técnica 96/2026 do Ministério da Saúde, de setembro, incluiu no PNI, o Programa Nacional de Imunizações, a vacina para vítimas de violência sexual a partir de 2 anos. Antes, a indicação começava aos 9 anos; agora vai de 2 a 45 anos. O esquema está na Nota Técnica 056/2026 da Secretaria da Saúde do Espírito Santo, de 14/09/2026, que reproduz a orientação do Ministério.

O esquema muda com a idade

Para vítimas de violência sexual, a nota prevê: de 2 a 8 anos, 1 dose única. De 9 a 14 anos, 2 doses, nos meses 0 e 6. De 15 a 45 anos, 3 doses, nos meses 0, 2 e 6. Fora dessa indicação, a rotina de 9 a 14 anos segue com dose única.

A dose antes dos 9 anos não fecha o esquema

Nas palavras da nota técnica: "Reforça-se que toda a dose feita antes de 9 anos de idade não deve ser considerada para o esquema básico." Na prática, a criança volta a ser vacinada pelo Calendário a partir dos 9 anos, com intervalo mínimo de 6 meses da dose anterior. Na consulta dos 9 anos, vale conferir a caderneta, onde a vacina aparece como HPV-QUADRI.

O que a vacina faz e o que ela não faz

Para Isabel Hernandes, gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, a imunização "não é uma intervenção pós-exposição capaz de tratar uma infecção por HPV que tenha sido eventualmente adquirida durante a violência sofrida". O benefício, segundo ela, é a proteção contra tipos vacinais ainda não adquiridos e exposições futuras. A nota do Ministério justifica a ampliação pela vulnerabilidade dessas crianças, pelo aumento das notificações em menores de 9 anos e pelo risco de a violência se repetir.

O recado: A vacinação desse grupo é feita mediante prescrição ou indicação médica, com o motivo da indicação registrado. O fluxo de acesso pode variar entre os municípios. Conteúdo informativo para profissionais e estudantes: a indicação é individual, dentro do atendimento integral à vítima e do fluxo local.