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Triângulo de Avaliação Pediátrica: os 60 segundos que definem a conduta, lado a lado

O Triângulo de Avaliação Pediátrica identifica a criança em risco em cerca de 30 a 60 segundos, sem encostar nela e sem nenhum equipamento. São três lados, e o primeiro deles se lê inteiro com o olhar.

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DESTAQUES DA IMPRENSA. O primeiro olhar que define tudo

Texto de Ana Carla Souza Maciel, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, na Revista Residência Pediátrica, volume 16, número 2. A SBP divulgou a edição em 11 de setembro de 2026, e a revista é de acesso aberto.

Aparência, respiração e cor da pele

A aparência reflete o estado neurológico e a perfusão cerebral. A respiração é lida pelo esforço: batimento de asas nasais, retrações intercostais, gemência, e os sons audíveis como estridor ou sibilos. A circulação se avalia pela coloração da pele — palidez, cianose ou moteamento. Nenhum dos três exige tocar a criança, e o triângulo se aplica nos primeiros segundos do contato.

A aparência tem cinco itens, e eles têm nome

TICLS — o acrônimo é em inglês, e os cinco itens são: tônus, interação, consolabilidade, o olhar, e a fala ou o choro. É o lado que parece impressão subjetiva e não é: alteração na aparência pode indicar comprometimento do sistema nervoso central ou hipoperfusão, e aparece antes de o monitor mostrar qualquer coisa.

Ele estratifica, e duas situações não esperam

O TAP separa o paciente em estável, desconforto respiratório, insuficiência respiratória, choque ou disfunção neurológica — e identifica falência iminente. Apneia, gasping ou ausência de movimentos respiratórios com alteração da aparência configuram parada respiratória: abertura imediata de vias aéreas e ventilação com pressão positiva. Criança inconsciente, sem respiração efetiva e com colapso circulatório, provável parada cardiorrespiratória: "início imediato das manobras de ressuscitação cardiopulmonar".

O recado: A autora é explícita: o TAP "não é uma ferramenta diagnóstica etiológica, mas sim um método de triagem e avaliação inicial", e deve ser seguido por avaliação sistematizada conforme protocolos como o PALS. Ele antecede a avaliação, não a substitui. O valor está exatamente aí: em cerca de 60 segundos, sem recurso nenhum, ele define para onde a criança vai primeiro — e essa decisão costuma valer mais do que o exame que vem depois.